terça-feira, 4 de março de 2014

"Nebraska", de Alexander Payne


UM DOS CANDIDATOS AO OSCAR EM 2014 mas pouco favorito e que com certeza me conquistou é "Nebraska". É uma história simples, sobre um velho homem e sua família simples  que, ainda assim, faz qualquer tipo de pessoa identificar-se.

O cartaz artístico já revela bastante sobre o filme: um senhor de poucos 
cabelos e expressão perdida numa película em preto e branco.

Um dos injustiçados da maior premiação de Hollywood, "Nebraska" é tocante e comovente. O filme começa com Woody Grant (Bruce Dern, que está fantástico) caminhando em direção à Nebraska, local onde a propaganda que recebera diria que ganhará um milhão de dólares. O que, sabe-se, não passa de estratégia de marketing pura, inclusive, no verso, o regulamento diz que é uma simples promoção. O filho de Woody, então, decide acompanhá-lo até lá, apenas como um consolo ao velho pai e uma maneira de ficar mais próximo deste. 
Eles resolvem dar uma paradinha na cidade onde Woody nasceu e foi criado, apenas para um descanso enquanto o final de semana passava. É aí que o papel da família entra e o diretor Alexander Payne nos mostra, em flashes de todos reunidos na sala, assistindo TV em silêncio, o quão comum nós somos. Abrindo a ambição e o interesse de todos, o velho começa a espalhar na cidade que está milionário.
A família toda começa a envolver-se com Woody, todos felizes de que há um milionário tão próximo. A mulher e o outro filho dele chegam na cidade, e todas as questões familiares são postas na mesa, vê-se como está a pessoa x e o vizinho y e por aí vai.
E, após todos os pontos e aspectos do filme, nem se nota que é em preto e branco. Parece que fazer o filme em escala de cinza deu um charme a mais, aumentando ainda mais a simplicidade desta bela obra que vai fundo nos temas familiares e emocionais.



"Nebraska"
Diretor: Alexander Payne
Roteiro: Bob Nelson
Elenco: Bruce Dern, Will Forte, June Squibb
Estados Unidos, 2013

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